domingo, 24 de janeiro de 2010

Ser ou não ser, eis a questão!

Era sublime
minha irrealidade
mais real.

Era montanha
para meus voos
para olhares intensos
que balbuciava a alma.

Era o incomum
mais normal
dos arrepios da carne
para preencher meu diário do dia.

Era o néctar
para minha flor mais exótica
suspensa em jardins
noturnos.

Era a inexistência
para meu saber
o vulcão no ipicentro
de meu ser.

Era o equívoco
para compreensão
em desatino
o paradigma da existência.

Fulgurante ser

Insípido
insinificante
insurgente
inexperiente.

Sente
em primeiro ato
a vida latente.

Tente
consequente
embargante
anestésico da mente.

Fuga
irritante
gritante
alma incandescente.

A descoberta dos saberes

Desenvolvendo
a descoberta
do descuído
da desinformação.

Danificando
a nossa mente
e a pluralidade
de nossa nação.

Sem leitura
literatura
crônica e conto
falta de conscientização.

Alfabetizar é preciso
ler muito mais
é trilhar caminhos novos
com um pouco mais de indignação.