quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A fé me faz pensar

A fé desce montanha,
escorrega pelo ralo, mas
volta e jorra como uma
fonte dentro do coração.

É fé viva que faz a flor brotar
e a árvore dar frutos.
É a fé que é vida e faz ressuscitar.

Em momentos tão difíceis ela
não manda representante, se
faz presente e ajuda a levantar.

Ela liga a pessoas, assuntos
e movimentos que fazem-te
de ponte para religar.

É a união, é a partilha, é a oração,
é o amor, é o perdão, é o alicerce
de uma vida, de uma poesia, e é
tema de canção.

A fé respira o desejo
além das fronteiras de qualquer
religião.

Ela é transversal, horizontal,
sublime e generosa com as dores
do cidadão.

Quem é Você?

O caçador de paixões
anda pelas ruas
e vê nas luzes corações.
Sensível aos amores
apadrinha suas sensações.

Timidamente flerta
ao som de canções.
Num clima romântico
sente seu corpo vibrar
em altas rotações.

Imagina sentimentos
e o tum tum tum do violão
que estremece e acelara
a batida do seu coração.

Ao som do samba de roda
ele pensa no seu amor.
Se ela é loira, morena, ruiva ou pretinha
pensa encontrá-la na rua, no barzinho,
no baile ou no trânsito dirigindo seu fusquinha.

Sensível ele procura em seu corpo
o pecado da maçã, suculenta e macia
para entre seus braços se deleitar no partido alto do amor.

Em cada rosto uma procura dela,
em cada corpo de menina, de mulher
o seu se esvai em linhas tortas de pensamentos.

Cadê ela que espero e não vem
caminho e nem reflexo dela também.
Tão bem assim vou vivendo e a transformando
em espelho mágico ao som de bem-ti -vi e pardais.

Em memórias de desejo
vou te convidando para meu castelo de areia.
E nas águas profundas do mar
ver nosso amor megulhar.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Arte artesã

A arte entre linhas
A arte nas janelas
A arte em sombrinhas
A arte nas tigelas
A arte me comove
A arte me consome
A arte me devora
A arte me leva embora
A arte me parte
A arte me inteira
A arte me atira
A arte pinta a vida
A arte morte ressuscita
A arte se publica
A arte por arte me completa

Transfigurando a Vida

Aventuras, bebedeiras, noites em claro,
uma vida completa de diversão.
O tempo passou e com ele a colheita
do que foi plantado. Plantado vento,
colhe-se tempestade. Mas tudo pass e
com o tempo, um recomeço, um novo
ciclo, uma nova estação.

À perdição se entregou, com ela as
más companhias corrompendo os
bons costumes que outrora passaram.

A vida hoje não se encaixa, não integra.
Em mente as paisagens perdidas e seus
contratempos sem solução.

Nesse caminho da vida, muita poeira,
sol, paixões, vícios e anúncios do que
seria um dia a real convulsão.

Hoje enxergasse horizontes e pontes do
que será e que pode vir depois.
Nesse mundo marginal o centro roda para
nos afastar dos objetivos, de que somos
realmente todos frutos da mesma intervenção.

A criação não é nossa, mas temos poder
nessa história, de mudar a versão, que outrora
sempre andou na contra-mão.

Existe uma dor em mim, que me leva há algum lugar

A dor toma conta da minha alma.
Ocupa meus espaços e toma conta do meu tempo.
Vem calada e se aloja friamente no meu peito.
Tento derramá-la toda em palavras.
Sei que enquanto houver dor, haverá vida.

Quero saber canalizá-la e dar vazão ao que dela possa usufruir.
A dor sangra pela tinta da caneta.

Vou seguindo pelo caminho através de pensamentos dolorosos.
Vibra dor, que quero refletir sobre tudo que há em mim.

Se Deus me deu esse sentimento, é porque dele há algo de divino.
Jesus sangrou quando suava de dor, pediu a Deus que afastasse o
cálice, mas que fizesse a vontade do Pai.

E assim eu te peço ó Deus, que minha dor me leve ao encontro das
respostas, para as perguntas da minha existÊncia.
Essa dor me faz pensar, refletir, dialogar, escrever, amar, odiar,
sabendo que a nossa vida é resultado da antecipada dor que gera
a vida, o nascimento.

Vida, dor, vida, paixão, amor todos juntos batendo no peito do meu
coração.

sábado, 16 de outubro de 2010

O Guerreiro das Ruas

Hoje apagou-se a luz de um olhar e a alegria de um sorriso.
Irão ficar os momentos, os apertos de mão, as conversas,
os risos, os agradecimentos e hoje mais do que nunca a
última despedida.

Foi embora um forasteiro das brenhas do alto interior do
sertão, lá das bandas do Jutaí. Um jovem franzino, calmo,
sereno, sempre solícito e muito educado. Educação essa
que não fora aprendido na escola, mas na vida árdua ao
qual se entregou desde cedo a esse mundo seco de piedade
e bondade.

Como um bom sertanejo não se entregou as dificuldades
da vida, saindo cedo de casa para trabalhar na cidade
grande.

Apresento-lhes um ganhador da vida, de altos e pequenos
sonhos, mas tinha na alma a grandeza divina. Este era sim,
um lavador de carros e vigia de carros, seu espaço era na
praça, na praça do Galo, deram-se lá boa parte de seu tempo,
do seu dia-dia, de sua história.

Vivia não de salários, mas de gorjetas e pequenas recompensas
dos donos dos carros, não sei como fazia para se alimentar, para
viver, sei que levava uma vida muito limitada, muito simples
e vivida na raça e no suor do sol de cada dia.

Deveria morar numa casa muito simples, pequena, apertada
e de má condição de moradia. Pagava algo simbólico ao pro-
prietário em relação a muitos alugueis em vista. Morava sozinho,
não por escolha, mas porque sua última companheira não lhe
proporcionou o devido respeito, o levando a escolher viver só
do que mal acompanhado.

Não era uma pessoa desregrada, não bebia, mas fumava seus
cigarros importados do Paraguai, esse era seu único vício.

Era uma pessoa honesta, responsável e cumpridor dos seus
compromissos. Mas o seu final vem chegando. Os seus dias
estão contados. A se muitos soubessem do motivo pelo qual
iria morrer, muitos teriam intervido e o pior não aconteceria.

Enfim, alguém já deve ter assumido seu espaço na praça
quando soube do seu destino, do seu fim, da sua dramática
história.

Foi levado pelo SAMU e até hoje não retornou, mas deixou
entre nossos corações a peleja de um guerreiro, que enquanto
com vida viveu o bom combate e hoje está na morada celestial
junto aos braços do Pai.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Uma mensagem a Deus.

Uma conversa amiga, um papo instigante, uma realidade sincera. Cheias de ideias e contr-pontos. O senso comum como alternativa caseira e singela. A vida como obra de arte que não se acaba e não se integra nas muitas resoluções.

Na verdade me consome as lutas, os apelos e as imperfeições. Pensamentos contemporâneos me afugentam do centro a alma, do ser e do espírito, em síntese de Deus.

Será a minha pessoa um modelo de incredulidade quando faço parte da conjectura de toda criação?

Cada um com seu carma, seu destino, seu começo, meio e fim.

O que busco não está nos periódicos, na tv, no rádio, livros, palestras, mas sim no ventre da vida e no poder da consolção. Como aquitar-se se Deus me escorrega pelas mãos, cala-me os pensamentos que me levam a Ele e, agora fico co qual explicação?

Passarei mil anos para explicar Deus e serão muitas e variadas as opiniões. Mas eu acharei, só não sei se segurarei em minhas mãos, quero ter guardado forças para levá-lo até dentro do meu coração.

Deus a tua busca tem um fim e teu encontro é pra eternidade?

O que me leva a ti Senhor?

O que queres de mim nessa batalha infinita e que carrego comigo a bagagem que possuo pelos caminhos dessas estações?

O meu apelo eu te presto, se veres que tenho valor, a ti me entrego. Me lapida, remove os excessos, me faz o teu fogo a partir do meu carvão. A ti me esforçarei, cumprirei a palavra, os teus mandamentos, juntos com tesus ensinamentos como fez teu servo Abraão.

Juntarei minhas forças e te seguirei para o lugar prometido onde está Davi, Josué, José, Jacó e aquele que te batizou que foi João. Das tuas palavras me alimento, mesmo que confuso, não abdicarei do teu pão.

Em terra firme me guia, me consola, me abriga, não me deixes escaneado da tua vida, da tua casa, abrigando o teu porão. Jesus a tua vida entregastes quando passou pelo calvário até o dia da tua ressureição.

Já não me conduzo sozinho, passo por trevas e espinhos e guardo dentro de mim o retrato do que seja a solidão.

É por isso que te peço, sinto que minha vez vem chegando, de trilhar o caminho sempre te seguindo, buscando o momento de adquirir o teu legado que é a minha salvação. Mesmo que me faça rebelde configura-me e transfigura-me, para me fazer corpo nas tuas revelações.

Senhor se compadece de mim, me faz novo homem e me toca com teu galardão.

domingo, 3 de outubro de 2010

Um momento, um ato, uma visão.

A imprensa balbucia notícias a todo momento.Circunstância do pleito para escolha das nossas Excelências, que se incumbirão de fazer valer a Ordem e o Progresso para nosso país.

Até mesmo porque a nossa democracia tem se mostrado representativa, contudo são poucos os momentos de participação popular. Para não dizer de um dos únicos momentos que é da hora do voto.

A mídia tem força e altera o leme da democracia em algumas circuntâncias hoje um pouco regionalizadas, a mídia tem interesses e, muitos ordenados para uma classe já bastante conhecida, porque se trata da velha guarda da política brasileira, daqueles que sempre foram atores dos rumos do nosso país.

Resolviam os problemas dos grandes investidores, dos granades empresários, dos bancos, fato que ainda hoje ocorre, mas há sinais de um mais amplo direcionamento para as camadas mais desguarnecidas. Ainda estamos a caminho de um mundo melhor, estamos flertando um mundo justo, plural, igual e mais fraterno.

Pensar na fome, na pobreza, na diminuição da desigualdade social, da moradia, do direito à terra, era visto como uma fatalidade natural e que não poderia ser resolvida com políticas públicas afirmativas e emergenciais. Agora estamos conseguindo aos poucos imprimir uma nova conotação a esses problemas de país emergente e em desenvolvimento.

Chegou o momento que a grande classe excluída e marginalizada sempre a beira e a eira, resolveram atuar. Juntos querem dar uma nova cara ao país que outrora os viam como um peso na balança econômica para o progresso.

Foi pensando de uma forma mais democrática que resolveram junatar forças para serem participantes do poder, este mesmo que os oprimiam.

Quando a classe trabalhadora bota a boca no trombone a burguesia se inflama e estremece buscando se blindar porque os interesses da maioria operária e de massa não condiz com os privilégios que buscam até esmurecer as forças proletarias.