Era sublime
minha irrealidade
mais real.
Era montanha
para meus voos
para olhares intensos
que balbuciava a alma.
Era o incomum
mais normal
dos arrepios da carne
para preencher meu diário do dia.
Era o néctar
para minha flor mais exótica
suspensa em jardins
noturnos.
Era a inexistência
para meu saber
o vulcão no ipicentro
de meu ser.
Era o equívoco
para compreensão
em desatino
o paradigma da existência.
domingo, 24 de janeiro de 2010
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