domingo, 24 de janeiro de 2010

Ser ou não ser, eis a questão!

Era sublime
minha irrealidade
mais real.

Era montanha
para meus voos
para olhares intensos
que balbuciava a alma.

Era o incomum
mais normal
dos arrepios da carne
para preencher meu diário do dia.

Era o néctar
para minha flor mais exótica
suspensa em jardins
noturnos.

Era a inexistência
para meu saber
o vulcão no ipicentro
de meu ser.

Era o equívoco
para compreensão
em desatino
o paradigma da existência.

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