Certo dia acordei no meio da noite
porque sonhava que pegava no alçapão
um cardeal que tinha um olho cego.
Ele se segurava entre meus dedos
e com o bico bicava-me o dedo indicador
como quem brigava para que eu não o soltasse.
Eu queria dar-lhe a liberdade,
mas o pássaro parecia que não pretendia.
Daí lhe ofereci minha cordial amizade,
e até então formamos uma dupla perfeita,
mas foi entre eu e o sonho,
pois o final da história
é que acordei e vi que o pássaro era eu
e que a liberdade era minha
de estar contando este pequeno episódio
de um dia acordado no meio da noite.
domingo, 4 de julho de 2010
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Que maravilhosos poemas! Justiça, vida, liberdade, e, enfim amor...Saudades e beijos! Isabela
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