O silêncio conduz minha alma.
Me destempero para saber o sabor do nada.
Me vejo na escuridão como o próprio escuro reluzente.
Atravesso avenidas e me ponho na frente de canhões.
O medo não me fere mais.
Agora serei imbatível para eternidade.
Conhecerei o vazio de tudo que se diz está completo.
E serei o completo de tudo que se diz está vazio.
Serei a ponte do infinito desejo do sabor ardente do livro sem palavras.
Serei estrela na terra e mar no sol.
A imensidão imaginária do eterno nada.
A minha ponte não vai ao sol, não chega ao mar, não encontra a terra.
Mas namora a lua e a constelação estrelar.
Mesmo assim, o amargo vazio não contempla o amor.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
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