Um pássaro canta insistentemente
sua canção.
Queria eu saber dialogar
com esse ser livre.
Passa os dias a cantar, declamar,
seus versos e prosas e até reclamar.
Era um canto solitário
que se fez em dois.
Ele cantava e eu entendia.
Ele me chamava e eu sorria.
Proclamava a liberdade
que eu não conhecia,
que entre ruas e becos,
espaço e tempo
poderíamos estar.
Mas ele se foi,
para entre os deles, viver a cantar,
de galho em galho era sua luta diária,
entre se alimentar e viver,
nas alturas imaginárias de nosso ser.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
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