sábado, 29 de agosto de 2009

Trovadores do Sertão

Nas minhas noites de insônia,
São raros e vagos os pensamentos.

Meus companheiros são o papel e a caneta.

Às vezes saem algumas rimas,
alguma dor que me sufoca e
alguma alegria
que talvez não seja nem vivida, mas
brota no imaginário do surreal.

As noites são assim,
profanas, inquietas e
destiladas de amor.

Queria eu ter o sono dos pássaros
que já começam o dia à cantar,
não conheço as melodias,
nem mesmo as cantorias,
se são contos ou prosas,
o que eu sei é a alegria que enche seus pulmões
para cantarem a harmonia
da divina Criação.

Chega um vem o outro e mais uns outros,
Logo vira aquela fuzaca que até parece
Música de luiz Gonzaga rei do baião.

É bem-ti-vi, azulão, canário da terra e assunhaço,
Sofreu e assum preto e até um tal de cancão,
Pois são esses os trovadores desse meu sertão.

Um comentário:

  1. Estou seguindo seu blog e gostando. Visite o meu:
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