Nas minhas noites de insônia,
São raros e vagos os pensamentos.
Meus companheiros são o papel e a caneta.
Às vezes saem algumas rimas,
alguma dor que me sufoca e
alguma alegria
que talvez não seja nem vivida, mas
brota no imaginário do surreal.
As noites são assim,
profanas, inquietas e
destiladas de amor.
Queria eu ter o sono dos pássaros
que já começam o dia à cantar,
não conheço as melodias,
nem mesmo as cantorias,
se são contos ou prosas,
o que eu sei é a alegria que enche seus pulmões
para cantarem a harmonia
da divina Criação.
Chega um vem o outro e mais uns outros,
Logo vira aquela fuzaca que até parece
Música de luiz Gonzaga rei do baião.
É bem-ti-vi, azulão, canário da terra e assunhaço,
Sofreu e assum preto e até um tal de cancão,
Pois são esses os trovadores desse meu sertão.
sábado, 29 de agosto de 2009
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