Em pedaços,
Me vejo em trapos,
Como em retalhos de fotografias.
Sò o silêncio da noite para me recompor.
O vazio insiste em produzir-me,
Mas prefiro meus retalhos de fotografias.
A cada dia um retalho,
Um vazio e o silêncio para me recompor.
É preciso os dias acontecerem,
Para debruçar-me em paisagens infinitas,
Que vistas sobre lentes de binóculo,
Não se fazem imagens concretas.
Há apenas a imaginação,
Que no silêncio recorre ao baú,
Dos planetas andarilhos.
Em que há muita estrela pra pouca constelação.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
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